Missionários brasileiros na Espanha expandem o Reino de Deus

Missionários brasileiros na Espanha expandem o Reino de Deus

Um pouco de História

Com seus 2.300 anos de existência, Sevilla, que antes e no tempo de Jesus se chamava Itálica, tem muito que nos contar. Berço dos Imperadores Trajano e Adriano, Sevilla guarda no seu histórico, coisas lindas e ao mesmo tempo, hediondas.

O anfiteatro de “itálica”, com capacidade para vinte e cinco mil pessoas, guarda recordações tremendamente dramática para os cristãos.

Ali, nossos irmãos, aos milhares, foram dilacerados pelas feras ou estraçalhados pelos jacarés. É tragicamente emocionante entrar na cidade de “Itálica” e mentalmente ouvir os gritos do povo alucinado ao presenciar e incentivar a morte dos cristãos.

A Província de Sevilha conta com 1.714.850 habitantes, com uma população evangélica de 3.400 membros, distribuídos nas 60 igrejas das diversas denominações existentes.

O povo sevilhano está dominado por um romanismo escravagista e impiedoso. Essa gente precisa, urgentemente, de Jesus.


A ESPANHA DE ONTEM

Não pretendo regressar na historia, ao tempo da Inquisição, quando os judeus e protestantes foram cruelmente perseguidos, torturados e assassinados, mas terminada a Guerra Civil (1936/39), se instala em Espanha o regime ditatorial de Franco, que anula todas as leis anteriores e estabelece as “Leis Fundamentais”.

Nesse documento encontramos a seguinte afirmação: “A designação da religião católica como a única do Estado e dos espanhóis”. No artigo 6º desse mesmo documento está escrito: “A profissão e pratica da religião católica, que é a do Estado espanhol, gozará de proteção oficial”.

Durante período da ditadura a igreja católica gozou desses privilégios e buscou sempre obstruir, perseguir e destruir qualquer possibilidade de desenvolvimento evangélico no país. Com a queda do ditador, o povo se sentiu aliviado e desejoso de desfrutar do novo tempo de liberdade, mas infelizmente a igreja evangélica, a que havia sofrido tanto, não foi capaz de aproveitar a oportunidade e lançar-se à evangelização, porque estava desanimada e sem esperança.

A ESPANHA DE HOJE

Faz três anos que a imigração “explodiu” e os estrangeiros já representam 10% da popu-lação espanhola. Isto, por si só não seria tao importante se o Senhor não tivesse mandado entre eles, um contingente de 1.000.000 (um milhão) de crentes. Durante os 120 anos de trabalho evangélico (particularmente batista), nossa obra cresceu pouco e muito devagar e chegamos a 200.000 evangélicos em geral e 8.500 Batistas, em particular. A igreja romana conseguiu impor a idolatria e até bem pouco tempo os espanhóis simplesmente rejeitavam, e com veemência, a pregação do evangelho. Hoje, com a presença dos imigrantes, somos mais de 1.200.000 evangélicos no País As portas estão abertas!

Tudo está passando tão depressa, o meu ponto de vista é que não podemos perder tempo; precisamos mais obreiros. Não temos obreiros suficientes para atender a tanta demanda. A Espanha tem 80.000 Cidades, povoados e aldeias; 8.112 Municípios; 17 comunidades; 50 Províncias e 2 cidades autônomas e dos 8.112 Municípios,

7.478 não tem nenhum trabalho evangélico.

Atualmente, o que predomina aqui na Espanha, no que diz respeito à família (e se que-remos alcançar os europeus com o evangelho devemos estar atentos a essas realidades) é o que se segue:

I – QUANTO À FAMILIA:

.As associações homossexuais “parecidas” à família já ganharam o direito legal de existir ao lado das famílias heterossexuais;

  • Aqui em Sevilha, por exemplo, a lei não só possibilita a duas pessoas do mesmo sexo se casarem, mas inclusive, adotar crianças.

Os “casamentos de consenso” já são considerados um caminho alternativo para formar uma família. Existem diferentes tipos de uniões de consenso, como por exemplo:.A coabitação pré-matrimonial.

Na verdade a crise das uniões familiares nos oferece um sinal claro da “desinstitucio nalização” da família. Uma prova evidente é a elevada taxa de divórcios. Evidentemente essa taxa de divorcio oscila de país para país, mas a ruptura familiar está aí. É importante que estejamos atentos a isto também em nossa projeção evangelizadora para Europa.

II – QUANTO AOS ASPECTOS SOCIAIS:

As diferenças sociais também são gigantescas aqui neste “mundo europeu” que está dividido entre ricos e pobres. É claro que o conceito de pobreza na Europa ocidental é diferente da Europa do leste. Neste caso, erradicar a pobreza na Europa Ocidental não é apenas dar de comer, dar casa e vestido, mas é também elevar a pessoa à dignidade de participação efetiva da comunidade a que pertence.

O desemprego cresce a cada dia no seio da União Européia onde, atualmente, já ultrapassa os 20.000.000

Para que tenham uma idéia, o salário mínimo obrigatório para uma jornada completa, oscila entre 120,00 a 2.000,00 euros mensais nos países da União Européia, incluídos os que se juntaram recentemente.

Penso que estes conceitos e circunstâncias sociais devem ser levados em conta na hora de estabelecer um projeto de evangelização para a Europa.

A Europa, como todos sabem, é uma terra árida e de difícil “produção” para o Reino.

A Espanha como descrevemos, sempre “gozou” da fama de ser “sepultura de vocação missionária”, e realmente alguns dos nossos missionários, das diversas denominações, regressaram aos seus países de origem, desiludidos e emocionalmente desequilibrados. Reconheço que para ser missionário na Europa em geral, e Espanha em particular, é preciso ter uma chamada especial da parte do Senhor. Tudo aqui escapa aos padrões normais de evangelização nos demais países.

Realizamos Workshops de Evangelismo e palestras de saúde bucal/prevenção de doenças,missionários e suas famílias foram atendidos ,pregamos em Helva,Sevilha e Málaga,vidas (muitas) foram salvas,reconciliadas,estimulamos a criação de ministérios ,enfim concluímos mais uma vez (para Honra e Glória do nosso Senhor Jesus Cristo) a missão que nos foi designada.